06/06/2016

Vitamina D: uma grande aliada

A vitamina D é considerada uma vitamina um pouco diferente das demais, já que ela além de poder ser adquirida através da alimentação, é a única que pode ser formada pelo organismo humano, em decorrência da exposição solar. Entretanto, pelo fato de existirem poucos alimentos que ofereçam quantidades consideráveis de vitamina D, a exposição solar é o método mais eficaz para garantir níveis adequados dessa vitamina em nosso corpo. A descoberta sobre essa capacidade do organismo em produzir a vitamina D só aconteceu na década de 70, cerca de 50 anos após sua descoberta. Por isso, atualmente seria correto considerá-la um hormônio e não uma vitamina (sim, também foi uma grande novidade para mim quando aprendi sobre isso!).  

 

Possui papel fundamental para a formação e manutenção da estrutura óssea, na rigidez do esqueleto ósseo e também na regulação das concentrações de cálcio no nosso corpo. Sem a presença de quantidades significativas de vitamina D, o cálcio não

consegue sair do sangue e entrar nos ossos. Além disso, a sua deficiência também tem sido associada a uma maior incidência de algumas doenças, como doenças respiratórias, gripe, diabetes, doenças inflamatórias intestinais, hipertensão arterial, depressão, doenças do coração, diversos tipos de câncer, entre algumas outras.

 

Além disso, vale ressaltar a sua importância durante todas as fases da vida, seja ela na gestação, infância, adolescência, juventude ou velhice. Por exemplo, para gestantes a deficiência da vitamina D durante o início da gravidez pode causar aborto e no final aumenta as chances de autismo na criança. Na adolescência, pode ocasionar problemas no crescimento, além de estar relacionada ao aparecimento de doenças do coração, osteoporose, obesidade e alguns tipos de câncer. Por esses e outros motivos, a deficiência de vitamina D em qualquer fase da vida, mesmo que tenha sido adequadamente ofertada em fases distintas, poderá acarretar em diversos problemas no desenvolvimento e na manutenção de nossa saúde.

 

Nos dias atuais, é visto que grande parte da população é deficiente em vitamina D. Em alguns casos, isso é consequência de algumas questões geográficas, ou seja, pessoas que vivem em países que possuem uma baixa exposição solar. No Brasil, a falta de sol com certeza não é a principal questão! (pelo menos na maior parte do país). Nesse caso, algumas questões culturais e da rotina da população são os principais responsáveis. Um exemplo disso, são pessoas que trabalham diariamente em locais fechados e não possuem uma exposição diária suficiente ao sol. Por isso, cada caso deve ser avaliado individualmente para verificar as possíveis e melhores condutas a serem utilizadas.

 

Alguns exemplos de fontes alimentares naturais de vitamina D são: óleo de fígado de peixe, sardinha, atum, ostra, salmão, gema de ovo, manteiga, carne ou fígado de vitela e alguns cereais enriquecidos pela indústria. Entretanto, como já mencionamos anteriormente, a exposição solar diária é na maioria dos casos fundamental para uma produção suficiente de vitamina D em nosso organismo. No caso de pessoas idosas, a quantidade de vitamina D produzida pela exposição solar é drasticamente menor que em pessoas mais jovens, sendo em alguns casos indicada a sua suplementação.

 

Referência (se necessária):

Veras Franco C, Alves G e Barco J. A IMPORTÂNCIA DA VITAMINA D. Goiás, 2014.

CARDOSO, MA. Nutricao Humana. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. v.1. 374 p.03-junho-nutricionistahugo

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